{"id":676,"date":"2021-09-13T11:26:08","date_gmt":"2021-09-13T14:26:08","guid":{"rendered":"https:\/\/bmmlaw.adv.br\/?p=676"},"modified":"2021-09-13T11:26:08","modified_gmt":"2021-09-13T14:26:08","slug":"ato-da-receita-esclarece-sobre-perda-de-creditos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bmmlaw.adv.br\/en\/ato-da-receita-esclarece-sobre-perda-de-creditos\/","title":{"rendered":"Ato da Receita esclarece sobre perda de cr\u00e9ditos"},"content":{"rendered":"<p>Os contribuintes n\u00e3o podem deduzir as perdas relacionadas ao recebimento de cr\u00e9ditos acima de R$ 100 mil, vencidos h\u00e1 mais de um ano, quando n\u00e3o ingressarem com a\u00e7\u00e3o judicial para a cobran\u00e7a, mesmo ap\u00f3s cinco anos do vencimento da d\u00edvida.<\/p>\n<p>O entendimento est\u00e1 no Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo n\u00ba 2, da Receita Federal, que esclarece d\u00favidas relacionadas \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o do par\u00e1grafo 1\u00ba do artigo 10 da Lei 9.430\/96.<\/p>\n<p>De acordo com o dispositivo, ocorrendo a desist\u00eancia da cobran\u00e7a pela via judicial, antes de decorridos cinco anos do vencimento do cr\u00e9dito, a perda eventualmente registrada dever\u00e1 ser estornada ou adicionada ao lucro l\u00edquido, para determina\u00e7\u00e3o do lucro real correspondente ao per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o em que se der a desist\u00eancia.<\/p>\n<p>Segundo especialistas, a interpreta\u00e7\u00e3o do Fisco \u00e9 importante e oportuna porque havia d\u00favidas sobre as possibilidades de deduzir perdas por inadimpl\u00eancia na apura\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda. O advogado Diego Miguita, do Vaz Buranello Shingaki &amp; Oioli explica que, por raz\u00f5es comerciais e pol\u00edticas corporativas, muitas empresas n\u00e3o cumprem os requisitos do artigo 9\u00ba da Lei n\u00ba 9.430\/96, que estabelecem as regras para a dedu\u00e7\u00e3o, conforme o valor do cr\u00e9dito e vencimento.<\/p>\n<p>Outra situa\u00e7\u00e3o comum, esclarece, \u00e9 a aus\u00eancia de controles consistentes nas empresas que possuam um saldo elevado de contas a receber e n\u00e3o conseguem comprovar que mantiveram a cobran\u00e7a administrativa nos termos da lei. Na sua opini\u00e3o, a interpreta\u00e7\u00e3o do Fisco pode obrigar as empresas a revisarem pol\u00edticas internas de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos.<\/p>\n<p>Para o consultor tribut\u00e1rio da Athros Auditoria e Consultoria, Luciano Nutti, de fato, ainda restam muitas d\u00favidas sobre o tema, o que justifica o posicionamento da Receita Federal. &#8220;Como a cobran\u00e7a deve ser mantida por cinco anos, alguns contribuintes entendiam que, ap\u00f3s decorrido este prazo, era poss\u00edvel fazer a dedu\u00e7\u00e3o da perda mesmo que n\u00e3o houvesse a cobran\u00e7a judicial,&#8221; afirma.<\/p>\n<p>O consultor chama a aten\u00e7\u00e3o para o artigo 2\u00ba do ato: ficam modificadas as conclus\u00f5es em contr\u00e1rio constantes em Solu\u00e7\u00f5es de Consultas ou em Solu\u00e7\u00f5es de Diverg\u00eancia emitidas antes da publica\u00e7\u00e3o deste ano, independentemente de comunica\u00e7\u00e3o aos consulentes.<\/p>\n<p>Para ele, uma empresa que tenha aproveitado a dedutibilidade com base em uma solu\u00e7\u00e3o de consulta ou diverg\u00eancia com uma interpreta\u00e7\u00e3o diferente do ato declarat\u00f3rio, em tese, n\u00e3o pode ser prejudicada. &#8220;At\u00e9 porque n\u00e3o \u00e9 um instrumento adequado para anular uma solu\u00e7\u00e3o de consulta&#8221;, avalia o consultor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico &#8211; Legisla\u00e7\u00e3o &amp; Tributos<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os contribuintes n\u00e3o podem deduzir as perdas relacionadas ao recebimento de cr\u00e9ditos acima de R$ 100 mil, vencidos h\u00e1 mais de um ano, quando n\u00e3o ingressarem com a\u00e7\u00e3o judicial para a cobran\u00e7a, mesmo ap\u00f3s cinco anos do vencimento da d\u00edvida. 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