{"id":866,"date":"2021-09-13T12:14:46","date_gmt":"2021-09-13T15:14:46","guid":{"rendered":"https:\/\/bmmlaw.adv.br\/?p=866"},"modified":"2021-09-13T12:14:46","modified_gmt":"2021-09-13T15:14:46","slug":"pec-da-previdencia-limita-em-60-meses-parcelamento-de-dividas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/bmmlaw.adv.br\/en\/pec-da-previdencia-limita-em-60-meses-parcelamento-de-dividas\/","title":{"rendered":"PEC da Previd\u00eancia limita em 60 meses parcelamento de d\u00edvidas"},"content":{"rendered":"<p>O governo federal n\u00e3o poder\u00e1 oferecer parcelamentos acima de 60 meses para d\u00edvidas de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, apesar de a Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 899 &#8211; que ficou conhecida como MP do Contribuinte Legal &#8211; estabelecer prazo de at\u00e9 cem meses. A veda\u00e7\u00e3o est\u00e1 na Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) n\u00ba 6, que trata da reforma da Previd\u00eancia.<br \/>\nA norma aprovada recentemente pelo Congresso Nacional modifica o artigo 195 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Inclui um novo par\u00e1grafo, o 11\u00ba, que, al\u00e9m de vedar parcelamentos acima de 60 meses, prev\u00ea que a remiss\u00e3o e a anistia de d\u00edvidas previdenci\u00e1rias depender\u00e3o de lei complementar.<br \/>\nNa MP do Contribuinte Legal, publicada pelo governo federal no dia 17, n\u00e3o consta essa limita\u00e7\u00e3o. Os prazos s\u00e3o maiores, h\u00e1 previs\u00e3o de descontos em juros, multas e outros encargos e possibilidade de car\u00eancia para o in\u00edcio do pagamento. O desconto pode chegar a 50% &#8211; ou 70%, se tratar de pessoa f\u00edsica, micro ou pequena empresa. Os parcelamentos ficam limitados a 84 meses, podendo chegar a 100 meses no caso de micro e pequena empresa.<br \/>\nSegundo consta na PEC da Previd\u00eancia, a veda\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es que est\u00e3o previstas na MP afeta duas situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas: a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal &#8211; que incide sobre a folha de sal\u00e1rios &#8211; e a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria devida pelo trabalhador, que \u00e9 retida pela empresa e repassada aos cofres da Uni\u00e3o.<br \/>\nH\u00e1 previs\u00e3o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), de que a PEC seja promulgada no m\u00eas de novembro. Depois disso, a norma ter\u00e1 validade imediata. Como a Constitui\u00e7\u00e3o Federal est\u00e1 acima das demais leis, a veda\u00e7\u00e3o prevista no par\u00e1grafo 11 do artigo 195 ir\u00e1 se sobrepor ao que consta na MP.<br \/>\n\u201cA contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria \u00e9 o tributo que mais arrecada no pa\u00eds. S\u00e3o cerca de R$ 400 bilh\u00f5es ao ano\u201d, diz o advogado Pedro Ackel, especialista em direito previdenci\u00e1rio e s\u00f3cio do escrit\u00f3rio WFaria. \u201cS\u00e3o valores que deveriam ser destinados diretamente para a Previd\u00eancia Social e t\u00eam, de fato, que ser melhor cuidados. N\u00e3o adianta fazer um grande esfor\u00e7o para a reforma da Previd\u00eancia e afrouxar nos parcelamentos e descontos.\u201d<br \/>\nH\u00e1 um cuidado especial das empresas com a contribui\u00e7\u00e3o que \u00e9 descontada dos trabalhadores. Reter o valor do sal\u00e1rio e n\u00e3o repassar \u00e0 Uni\u00e3o configura crime (apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita). Por isso, para os advogados, essa parte n\u00e3o representa tanto impacto. Diferentemente da contribui\u00e7\u00e3o patronal.<br \/>\nAs empresas t\u00eam que recolher, como contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, 20% sobre a folha de sal\u00e1rios, al\u00e9m do Risco Ambiental do Trabalho (RAT) &#8211; que est\u00e1 relacionado a acidentes de trabalho &#8211; e a contribui\u00e7\u00e3o de terceiros (sistema S, por exemplo). Somando tudo chega-se a uma carga tribut\u00e1ria de cerca de 27%.<br \/>\n\u201cS\u00e3o valores significativos para as empresas\u201d, diz Leo Lopes, s\u00f3cio do FAS Advogados. O especialista recorda que nos parcelamentos j\u00e1 editados &#8211; Refis e Pert (Programa de Regulariza\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria) entre eles &#8211; as regras sempre foram as mesmas para as d\u00edvidas tribut\u00e1rias e as d\u00edvidas previdenci\u00e1rias.<br \/>\nH\u00e1 diverg\u00eancia no meio jur\u00eddico, no entanto, sobre a veda\u00e7\u00e3o de descontos para d\u00e9bitos previdenci\u00e1rios. Isso porque a reda\u00e7\u00e3o que foi dada pela PEC ao artigo 195 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal trata expressamente da proibi\u00e7\u00e3o aos parcelamentos superiores a 60 meses. Sobre \u201cremiss\u00e3o\u201d e \u201canistia\u201d, por\u00e9m, consta que haver\u00e1 lei complementar regulamentando.<br \/>\nAlguns advogados entendem que s\u00f3 essa legisla\u00e7\u00e3o seria capaz de fixar os crit\u00e9rios, ficando, ent\u00e3o, proibidos os descontos e perd\u00f5es da d\u00edvida por qualquer outro meio. Outros, por\u00e9m, entendem que s\u00f3 haver\u00e1 veda\u00e7\u00e3o a partir do momento em que a lei complementar for editada. At\u00e9 l\u00e1 estariam liberados, por exemplo, os descontos previstos na MP do Contribuinte Legal ou qualquer outro programa que possa surgir.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo federal n\u00e3o poder\u00e1 oferecer parcelamentos acima de 60 meses para d\u00edvidas de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, apesar de a Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 899 &#8211; que ficou conhecida como MP do Contribuinte Legal &#8211; estabelecer prazo de at\u00e9 cem meses. 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